Boa noite, pessoal! Como o ano passou rápido demais e já está chegando ao fim, no texto de hoje vamos falar sobre celebrações e tradições de ano novo! 

Para começar, não poderíamos deixar de convidá-los para a primeira festa de réveillon da Fazenda das Aroeiras! Teremos várias atrações musicais, deliciosas comidas e bebidas, e, é claro, muita animação e alegria! As informações completas sobre o evento você pode conferir no nosso Instagram ou Facebook! Fique à vontade também para nos contatar pelo telefone (31) 98452-7725 e tirar a sua dúvida! Aguardamos vocês para fazer desse evento mais um sucesso!

Porque celebrar o ano novo?

Agora vamos fazer a vocês um outro tipo de convite: à reflexão. Você já parou para pensar sobre onde e quando surgiu a ideia de comemorar a passagem do ano? Será que ela sempre existiu? E quais os significados por trás dela? É assim no mundo inteiro? Esses são alguns dentre os  inúmeros questionamentos acerca das nossas tradições para essa época do ano. Nenhum deles tem resposta simples, é tudo envolvido em muita cultura, misturas e adaptações. Então vamos tentar trazer um pouco mais dessa história para vocês.

Primeiramente, é preciso entender de onde surgiu essa ideia de que cada ano é um novo ciclo. Porque, na verdade, a passagem do tempo se parece mais com uma linha reta, não é mesmo? Afinal, a cada dia, mês e ano ficamos mais velhos. Mas, se olharmos para a história, vamos compreender que esse ciclo não se refere à vida humana, mas ao ciclo das colheitas! Com a extinção de muitos animais, as primeiras civilizações passaram a depender da agricultura para sobreviver e prosperar. Dessa forma, observar com precisão o ciclo das colheitas se tornou uma necessidade crucial para os seres humanos. É por causa dessa herança que temos esse costume de pensar que, como em uma plantação, ao fim de cada ciclo, a vida se renova. 

Ciclo de vida do morango

Celebrações pelo mundo

A tradição de celebrar essa renovação foi cultivada ao redor do mundo das mais diferentes formas, nas mais diversas culturas. Hoje, o que podemos perceber é que houve muita mistura e muita troca ao longo dos anos, mas as peculiaridades de cada lugar e povo permanecem, começando pelas diferentes datas em que essa comemoração ocorre. No Brasil, adotamos o calendário gregoriano e celebramos a passagem do ano do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro. Mas para os chineses, que seguem o calendário lunar, por exemplo, esse dia é comemorado entre fevereiro e março. 

Celebração do ano novo chinês

Além disso, é curioso observar as tradições adotadas para a celebração dessa passagem. Na África do Sul, é comum iniciar o ano arremessando móveis e eletrodomésticos velhos nas ruas, para assim limpar a energia da casa. No Chile,  é tradicional comer 12 uvas à meia-noite e assim descobrir quais meses do ano serão mais amargos e quais serão mais doces. Na Inglaterra, à meia-noite, as pessoas costumam abrir a porta dos fundos da casa para que o ano velho saia por ela. Já na Tailândia, o ano novo (chamado de Songkran e comemorado entre 13 e 15 de abril) é marcado por água: as pessoas se molham com pistolas d’água e mangueiras para que o novo ano traga boas chuvas.

Songkran, na Tailândia

O desejo por renovação é o mesmo, mas no Brasil temos rituais diferentes desses. Por aqui os costumes vão desde comer lentilhas e roer romãs até usar branco e pular sete ondas. Os rituais realizados no Brasil têm origens diversas, o que se deve à miscigenação de povos e culturas que ocorreu no nosso país. Para serem como os conhecemos hoje, esses costumes sofreram diversas adaptações ao longo dos anos. Vamos conhecer um pouco mais sobre eles? 

A origem das tradições brasileiras

Primeiro, temos o costume de chamar a festa de ano novo de Réveillon, um termo francês que significa “acordar”. Ele surgiu no século 17, na França, para denominar festas da nobreza (realizadas em qualquer data) que durassem a noite toda. Com o declínio da nobreza, essas festas passaram a ser realizadas apenas na véspera de Ano Novo, e o nome se popularizou: nobrezas de outros lugares do mundo adotaram essa tradição, a nobreza brasileira dentre elas. 

Depois, temos o costume de nos vestir de branco na noite da virada. Muita gente pode pensar que começamos essa moda após o papa Paulo VI ter instituído o dia 1º de janeiro como o Dia Mundial da Paz, representada pela cor branca. Mas foi na década de 1970 que essa tradição se popularizou no Brasil, após os membros do Candomblé passarem a fazer suas oferendas na praia de Copacabana. As pessoas que observavam o ritual gostaram da vestimenta branca dos participantes e adotaram-na para suas próprias festividades. 

De branco, devotos do candomblé fazem homenagem à Iemanjá

Por fim, para aqueles que passam a noite de ano novo próximos ao mar, a tradição é de pular sete ondas à meia-noite. Algumas pessoas não sabem, mas pela tradição devemos fazer um pedido ou agradecimento ao pular cada onda. E também não devemos virar as costas para o mar até ter saído completamente dele. A origem desse ritual é religiosa e está ligada à Umbanda, aos orixás e ao culto à Iemanjá, a Rainha do Mar. 

Depois de todas essas informações, fica fácil entender porque esse é um tema tão complexo. E, não sei vocês, mas nós achamos muito legal conhecer um pouquinho do porque fazemos aquilo que consideramos como tradição. Se você ficou curioso e quer entender um pouco mais sobre isso, é só fazer uma pesquisa na internet que vai encontrar muita informação legal! Cuidado só para certificar que sua fonte é confiável. As informações desse texto, por exemplo, foram todas retiradas de reportagens da BBC, do El País, da Superinteressante e da Veja

2020 vem aí!

Esperamos que tenham gostado! E queremos deixar uma mensagem final: pode até ser que o ano novo não nos dê a chance de reiniciar a contagem dos nossos anos, mas a verdade é que tirar um momento para refletir sobre o passado, traçar novas metas e comemorar a vida é, de fato, revitalizante!

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